Capacidade de 100 GW! Fabricantes europeus de inversores evitam a dependência da China e exportam para os Estados Unidos.

A capacidade de fabricação de inversores na Europa ultrapassou agora os 100 GW, tornando a região a maior base de fabricação de inversores do mundo fora da China.
O relatório mostra que a capacidade de fabricação de inversores na Europa agora supera a da região Ásia-Pacífico (excluindo Índia e China), que é de 70 GW, a dos EUA, que é de 40 GW, e a da Índia, que é de quase 20 GW.
A tendência de mudanças na capacidade de fabricação de inversores em várias regiões é mostrada na figura acima. De acordo com Mollie McCorkindale, o crescimento da capacidade de fabricação de inversores na UE tornou a Europa uma "líder global em capacidade de fabricação regional" e está gradualmente se tornando uma concorrente que pode novamente "disputar de igual para igual" com as empresas chinesas de inversores.
"Chamar a Europa de líder global em capacidade de fabricação de inversores é justo", disse McCorkindale. "A região manteve e expandiu com sucesso sua presença na fabricação neste segmento-chave da cadeia de valor da energia solar, demonstrando força tecnológica e escala industrial." O crescimento da capacidade de fabricação da UE é significativo. No mês passado, McCorkindale previu em uma postagem no blog que a capacidade de fabricação de inversores na Europa atingiria 100 GW até o final deste ano. Esse crescimento pode ser atribuído a diversas políticas implementadas em nível da UE.
Essas medidas incluem a Lei da Indústria de Emissões Líquidas Zero (Net Zero Industry Act - NZIA), que visa garantir que 40% das tecnologias de emissões líquidas zero implantadas sejam fabricadas internamente até 2030. Além disso, existem políticas recentes direcionadas a inversores fabricados na China — a UE havia anteriormente classificado a dependência exclusiva de importações de inversores da China como de "alto risco".
Nos meses que se seguiram, a UE proibiu o financiamento de projetos de energia que utilizassem inversores chineses, criando uma oportunidade para os fabricantes europeus estabelecerem o que McCorkindale chama de "alternativas viáveis ao domínio da China".
"O acesso a fornecedores de inversores não chineses proporciona independência estratégica para regiões como a Europa e os EUA, reduzindo a vulnerabilidade a interrupções na cadeia de suprimentos", afirmou McCorkindale. "Embora a China lidere em Módulo Solar A produção de inversores, aliada à força da Europa nesse setor, contribui para criar um cenário competitivo mais equilibrado e fomenta uma cadeia de suprimentos global mais colaborativa."
As exportações europeias de inversores destinam-se "principalmente" aos EUA.
Estabelecer uma cadeia de suprimentos de inversores fabricados na Europa para exportação a mercados como os EUA é outro passo fundamental para solucionar esse problema. Segundo McCorkindale, uma "parcela significativa" das remessas de inversores europeus se destina aos Estados Unidos, visto que o país busca reduzir sua dependência da Europa. Energia limpa Componentes produzidos pela China ou por empresas chinesas.
"Isso permite que eles atendam ao mercado americano, cumprindo os requisitos de localização e evitando possíveis barreiras comerciais", explicou McCorkindale.
No entanto, ela observou que se espera que os desenvolvedores europeus comprem quase 20 GW de energia. Inversores fabricados na Europa Este ano, a Europa lidera o ranking global de importações de inversores. De forma mais abrangente, a cadeia de suprimentos de inversores da Europa não é totalmente independente. A PV Tech Market Research prevê que a Europa importará mais inversores este ano do que qualquer outra região, conforme demonstrado no gráfico acima.
"A contínua e forte dependência da Europa em relação às empresas chinesas para inversores e materiais demonstra que, apesar das robustas capacidades de produção nacionais, a influência da China no mercado permanece", afirmou McCorkindale. "Embora a Europa lidere a fabricação de inversores, a verdadeira independência da cadeia de suprimentos exige o fortalecimento de suas capacidades em áreas-chave onde a China domina, como células, módulos e polissilício."











